BRASIL, Nordeste, SAO LUIS, Mulher

 

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sssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss



o cachorrinho laranja e a lagarta

Brinquei um pouquinho comigo hoje. uma volta. outra volta. mais uma..e ouvia Coldplay. A rush of blood to the head. é, incrivelmente ajuda a caminhar e dar uma volta inteira correndo. só uma. eram quatro, os cachorrinhos. não havia nenhum azul como o do Rodrigo de Souza Leão, mas tinha um que começara a ficar laranja. é, laranja. eu gosto de laranja. talvez ele mude de cor. enquanto todos os outros vinham explorando os cantos da praça, o cachorrinho laranja vinha mais atrás caminhando com algum esforço... às vezes parecia desfilar tranquilo suas pequenas patas. as tagarelas da frente sempre o chamavam, o esperavam, paravam. seria velho o cachorrinho laranja? na quinta volta uma senhorinha lhe dirigiu atenção e ele a olhou tão lindo. caminhei mais devagar enquanto via a cena. decidi que na próxima volta lhe faria um carinho. por que não havia feito antes se já o havia percebido tão ali meio distante de tudo? corri um pouco, cheguei tão expectativamente! ele parou, me olhou, fez que me cheirou a mão e me despedi. sua dona o esperava. ele ensaiou me seguir. ela o chamou novamente e eu lhe incentivei: vá, vá! não o vi na volta seguinte, mas encontrei no caminho uma linda lagarta passeando! Olhem só:



Escrito por vi. às 10h13
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Porque gosto mais daqui, embora tenha me surgido quando no fb.

 

Hoje eu ganhei um amuleto. a estrelinha com inscrição invisível foi recusada, por várias vezes, das mãos do senhor de bengala colorida. ele sentou ao meu lado no ônibus. primeiro me perguntou as horas. um tempo depois, me pediu que o avisasse quando chegasse no ponto do palácio (e hj era dia de casamento real) pois precisava pegar o metrô no Catete. tinha começado a viagem por lá, e era por lá que precisava voltar. vinha da terapia, "enquanto eu sentir dor, faço terapia". acho que se referia ao pé machucado. depois me ofereceu o amuleto. eu aceitei, agradeci. eu que vinha pensado em como cada um pode se arranjar na vida, em como somos tão precários no que, não seria simplesmente cuidado, amor?, a vida exige de nós.



Escrito por Lol às 15h34
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Depois de tanto ouvir e ler sobre o aforisma lacaniano "não há relação sexual", hj me veio à cabeça um sentido possível para ditos do tipo: "vai-te fuder", "fulano vai me foder" (todos possuindo sempre a conotação de algo "ruim"). é que foder não implica, fundamentamente, em nada o outro. não há espaço pra que se efetive esse apagamento das diferenças, que o amor tanto prega, esse um. ou seja, uma enganação só. o que, ainda sim, não deixa de ter lugar ( e que lugar!) primordial na vida dos homens, já que é uma enganação forjada por nós. e viva a loucura dos homens!! viva!!

 



Escrito por Lol às 23h35
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Pensamento do dia:

O meu inconsciente é o mais infantil de todos. Inconsciente devia crescer... por que que o inconsciente das pessoas não cresce e pronto?

 



Escrito por Lol às 21h31
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Para ler ouvindo a música Trem de doido do Lô Borges!

 

Hoje me apaixonei. olhos curiosos-desviantes e uma boca que delicadamente acompanhava a música que saía dos fones de ouvidos. Tem sido assim ultimamente, por alguns instantes me apaixono, mas não todos os dias. Às vezes tento provocar esses encontros que duram apenas o tempo de um efervescente desses que, quando criança, a mãe da gente dá dizendo ser refrigerante. Coloco uma boa trilha, quase sempre escolhida por sua incoerência em trazer junto de certa melancolia, aquela sensação estranha de uma felicidade meio deslocada; me pergunto, riu sozinha entre os passantes: por que me sinto feliz agora, Deus? E sigo assim, sem saber se enganada ou enganando os dias. Tenho gostado de usar maquiagem. É bom ver aquela corzinha que te ajuda a enfrentar a insegurança de tantos olhos no metrô. E os fones de ouvidos. Também tenho os meus, e brinco de adivinhar o estilo das músicas de cada um dos cúmplices atrás dos fones. Hoje eu vi o desespero de um rato perdido na agitação do dia dos homens. Cedo, quase nos trombamos, e eu quase o encarei.

 



Escrito por Lol às 16h54
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Para Cat Power e Smog

 

Oh miserável amor

I don't blame you

l'amour malheureux

mas tá foda!

 

lo que pasa, cariño?

 



 



Escrito por Lol às 18h39
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Devaneios de um miserável Humbert Humbert


"Exercícios táteis: imagine-se apanhando e segurando nas mãos: uma bola de pingue-pongue, uma maçã, uma tâmara pegajosa, uma bola de tênis nova e felpuda, uma batata quente, um cubo de gelo, um gatinho, uma ferradura, uma pena, uma lanterna.

Manipule os seguintes objetos imaginários: um naco de pão, um pedaço de borracha, a fronte doloria de uma amiga, uma amostra de veludo, uma pétala de rosa.

Você é cega. Apalpe o roste de: um jovem grego, Cirano, papai Noel, um bebê, um fauno sorridente, um estranho adormecido, seu pai."


Acabei de ler Lolita, do Nabokov. Aí um trechinho dos papéis do insanamente apaixonado H.H.

Que livro precioso!



Escrito por Lol às 20h08
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Hoje.

 

Um quarto de século

um quarto

já é alguma coisa.



Escrito por Lol às 12h12
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Para Vevelha (minha Bisa)

 

Foi embora ontem, Dona Mocinha.

Seus longos cabelos já eram brancos 

até onde minha memória infantil permite dizer que a conheci.

Foi, num dia em que esteve "esperta", minha vovozinha de olhos azuis

seus lindos olhos não viam mais tanta alegria nos dias:

"tô aqui, minha filha. até quando Deus quiser"

a vi tão distante, sorriso triste desenhado no rosto.

a vi, assim, de longe esses últimos anos de velhice e "peleja".

encontrarei, na volta, um quarto vazio

na casa em que os gritos das crianças

parecem cravados nas paredes.



Escrito por Lol às 23h47
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Depois de ontem...

Ah não, os do Coppola dão sono. Que calor, Deus! Preciso de um banho. Vou ou não vou hj? Os dentes. Amanhã pode sair de cartaz. Tetro às 15h40, por favor! Um passeio pelos jardins do Palácio do Catete e: um jovem casal de velhinhos me faz pensar no desejo; um guarda sacaneia em alto tom o que parece ser um antigo visitante manco daquelas bandas. Deixa de ser malandro, para de enganar as pessoas...ele caqueticamente manca, e ri.

É sempre mais escuro aqui. “não solte o laço que ata-me a tua alma”. Impossível não ficar atento. A luz, sua carência, alternância dão o ritmo de uma história que precisa ser contada. “É a minha história também!”. O lugar, a música: argentinos. Os diálogos em duas línguas. E assim se entende melhor. Um octogenário fez a moça da frente mudar de poltrona e, só assim me dou conta de seus roncos. A cor aparece, e o velho se assusta, acorda. Ela vai e volta, dando o tom do tempo, presença-passado. A cor tá no passado. Presa, nítida. Artifício clichê ou não, ela, junto dos planos, datam um filme que não diz deste tempo. Por isso o velho dorme? Por isso me sinto exausta?

Não sei explicar o que Tetro me causou. Quiçá um dia eu consiga contar estes momentos de agonia embotada.



Escrito por Lol às 15h36
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Eu me despeço

me faço em pedaços


José e Pilar

a sensibilidade da TPM

e todo mês, toda vez

há de ser suportável

há sim

de ser

depoisdaqueletempo.



Escrito por Lol às 09h43
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AQUI

 

"Cuida bem da tua forma de ser

amanhã o dia vai ser diferente de outro dia"

 

Tulipa Ruiz - minha atual companhia nestes dias corridos.

e ainda vendem o equívoco de que esta geração não produz coisas boas..aff..



Escrito por Lol às 00h18
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quando vc é só silencio passando:

 

faz pouco tempo, essa pressa diferente. a rotina.  a estação do metrô, a mais nova amplitude na General Osório. e aqueles passos excitados que revelam mais que a vontade de chegar logo ao destino. e que destino?

contagiante. me pego com os fones nos ouvidos naquela dança frenética de uma pressa que não é minha. o que fazes?

de Laranjeiras à Glória. e ela novamente me faz sentir forte o vento frio no rosto. quase automático, já não posso diminuir o rítmo. o sinal. o vendedor de jóias. um som de berimbau. os livros espalhados no chão parecem uma grande colcha de retalhos. uma mulher junta seus trapos e empurra num saco enquanto grita qualquer coisa, pessoa. 

as horas do estranhamento parecem infinitas quando passo.     

adiante.



Escrito por Lol às 23h19
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Até quando, sinto muito?


 

 

 


"é sempre mais difícil ancorar navios no espaço" A.C.César.

 

 

 



Escrito por Lol às 21h29
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Tudo pode dar certo. o título é meio clichê, mas a vida, os filmes que nos emocionam não são assim, tão cheios de clichês? Dirá os retratos de Woody Allen...                   Meu ex-dia de "folga", saio do hospício e decido pegar um cineminha pra não descaracterizar totalmente o dito ex-dia. sessão das 14h.  - a sala está sem ar condicionado, senhora! mas tá fresquinho. Arrisquei. Pelo menos não passaria frio dessa vez...aguardo o tempo com Winnicott, penso no trabalho que preciso entregar no dia 11, de junho e, no quanto ele pode ser menos médico do que eu realmente acredito. - Tudo pode dar certo, sala 1! entro. mais uns minutos, e me dou conta de que os trailler's (publicidade de filmes) estão perdendo espaço para outros produtos: de carros à notícias de última hora divulgadas pelo Ig. Eu, que tanto admiro essa capacidade que tem o cinema de, por alguns instantes, promover em cada expectador o esquecimento necessário para se suportar o lá fora, tive de engolir a crise na grécia, a derrota do corintians, o novo visual da Ana Paula Arósio para seu novo personagem, entre tantas outras "notícias" que nos enfiam goela à baixo. revolta e tristeza, senti. aí sim vieram os trailler's, e o humor brilhante do grande Woody. Delícia de filme! diálogos escancarados, que nos revelam absurdamente o quanto a besteira pode nos definir, além de nos permitir rir disso tudo. Igual a tudo a vida! Vejam lá.



Escrito por Lol às 18h16
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