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Me veio a vontade de vir. e revisitar as coisas que vão ficando...como os cantos de Ariana num domingo, organizando as contas. o cruel exercício que me toma. Não sei o sentido de ir. ou ficar. e vôo.
Escrito por Lol às 18h47
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alguém reconhece os últimos?
Escrito por Lol às 12h41
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"...a transferência vivida morre na letra. " (de um texto psicanalítico qualquer) Li isto há pouco tempo, quando me defrontava com a pretensa escrita de um caso clínico. achei tão bonito e verdadeiro. explica um pouco de tanta coisa na vida de quem se arrisca a escrever e viver... e tenho tido tão pouco tempo para me arriscar. isso também dói.
Escrito por Lol às 14h10
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Para o Querido Dindo*
Não faz muito, meus pequenos olhos
atentos ao que representava ser o mundo dos adultos
encantou-se pela confusa dimensão das relações humanas
Aprendi a ver e escutar as delicadezas
os desastres também.
O que me escapa ao contorno
atravessa meus buracos.
silencio.
Tudo sentimentos
Perdi um olhar carinhoso sempre que me via
não pude vê-lo uma última vez
nem escutar o silêncio que o acompanhava tanto.
Não faz muito e passamos despercebidos.
*Nelson Brito sempre foi um querido que me abençoava sorrindo. o admirava muito. por displicência nossa não nos curtimos mais. Que esteja em paz. da agonia cuidemos nós.
Escrito por Lol às 09h40
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Estação da Luz
"as estações de um amor perdido não são pedras no metrô" Jorgeana Braga
PS: tomei a liberdade, Joroba! até que ela tem um gosto bom...rss... achei lindo e, como uma criança, quis que fosse meu. postei.
Escrito por Lol às 10h27
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talvez tenha sido um não-dia
não.
foi dia
... indo embora
Escrito por Lol às 13h43
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preâmbulo

"A arte é expressão pura, não é discurso. Não é para dialogar. Às vezes, até dialoga, mas não foi escrito com essa intenção. Tudo a priori é um equívoco muito grande e quase certeza de fracasso." (Adélia Prado)
Escrito por Lol às 12h46
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"saporinho" ou psicose no amor
Ame, disse Piaf
sapo ou passarinho.
Escrito por Lol às 10h58
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Reconciliar-se

O dom de ser carolina
Ela bem-dizia que sim,
Amar podia ser mesmo oferecer nada.
Escrito por Lol às 13h14
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da conversa de ontem..
Na contramão do sentir
Só o tempo pode nos oferecer
o entendimento do nada que são as coisas em si.
Escrito por Lol às 08h36
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"Um diálogo não se estabelece assim, do nada. Este surgiu de um vazio quase antigo, senão impróprio ao tempo em que envelhecer já era assustar-se diante das horas do despedaçamento. Poderia chamar-se, mais propriamente: monólogo. Assim mesmo permaneceria a insistente tentativa de ouvir uma outra voz, a de dentro."
Diante da impossibilidade técnica em colocar uma outra coisa, aí está um pedaço de um pedaço meu, inacabado...
Escrito por Lol às 09h22
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Estou indo novamente...
Os retornos são humanamente interessantíssimos,
embora penosos.
O ir pode ser um mecanismo possível
uma excitação!
forjada.
também o encontrarei lá
uma novidade velha de mim.
Escrito por Lol às 12h17
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“O que me faz escrever é a espantosa melancolia da vida”
Lúcio Cardoso
Como se adentrando a Casa, uma voz cristalizasse meus pedaços... um a um.. Era a voz, aquela. Até o fim, restará de mim: poeira ou espuma?
Escrito por Lol às 10h45
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Anticogitações
um poema teu
um poema meu
minha filha sabe
jogar.
o que escapa ao coração cheio
a boca manca
a língua sangra
nada feito de ontem
tenho um livro pra terminar
o filho
o desejo
a palavra
já não os confio tão só
ao silêncio.
Escrito por Lol às 14h56
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A noite anterior fora bastante agradável. Umas mulheres reunidas e as relações contemporâneas comprometidas. A novela é ruim, sim. E ria-se do desespero de cada dia. Ah, não sei não, deve ser.. sei lá!! E então descobriram um Caio Fernando Abreu: Linda, uma história horrível! ou qualquer coisa parecida.. o vinho soltara as carnes dos rostos, e a voz arrastada de alguns denunciava a maravilha de poder se embriagar numa terça-feira. Pois, então, não entendo muito bem essas coisas do falo. É tudo uma grande farsa! o amor. E ouço um segundo de lucidez: que sentir segurança que nada, eu preciso é de insegurança para me sentir! Ouço o tempo. Não há interpretação que resolva a “liberdade” de existir. Nem a de sentir, minha querida. A menina dos olhos graúdos me visitou esta noite. Bela e doce, me olhava ora desconfiada, ora completamente entregue. Brincávamos as duas. Não lembro o quanto era bom saber dela.
Escrito por Lol às 09h33
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